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Inovar é preciso


Quando recebi o convite para ir trabalhar numa empresa sediada numa avenida chamada Paulo de Frontin – que os cariocas falam “Frontein” – fiquei curioso pelo personagem e pesquisar em um buscador. Conheci a história desse inovador.


Faltava água no Rio em 1888. A metrópole em rápido crescimento sofria os efeitos da estiagem agravada pelo tórrido verão. O Imperador Dom Pedro II ordenou a realização de um concurso público, para escolha de um escritório responsável pelas obras de canalização que resolveriam esse problema.


O projeto vencedor do jovem engenheiro de 29 anos juntamente com o também engenheiro Belfort Roxo e alunos da Politécnica do Rio de Janeiro, prometia a solução em 6 dias ao contrário dos 6 meses – além de ter um custo bastante menor que os concorrentes.


Sob ameaças e pressões, o projeto foi realizado no prazo prometido através do assentamento de uma tubulação de 4.000 Km à margem da linha da Estrada de Ferro Rio D´Ouro. Talvez alguns de vocês lembrem-se dessa história, descrita sob toques dramáticos por Raul Pompeia. Faltava mão de obra, caíram chuvas torrenciais nos dias da obra e problemas de comunicação se sucediam. Entregue os serviços, o herói apolítico foi carregado em triunfo, pelas ruas do Rio de Janeiro, em festas só menores que a Abolição da Escravatura.


O “Episódio da água em seis dias”, além de outros feitos de Frontin, tais como a Avenida Central (atual Rio Branco), Niemeyer e Delfim Moreira, fez com que ele ficasse conhecido como Patrono da Engenharia Nacional.


Storytelling ” à parte, Paulo inovou. Entregou mais, por menos. E antes.


Talvez seja mais fácil imaginar que inovar pode estar mais próximo de empresas ou instituições de alta tecnologia, em modelos que muitas vezes podem ser chamados de disruptivos.


Uma meia-verdade. Minhas provocações vão à outra direção. A Internet e o mundo digital estão cada vez mais acessíveis. Plataformas colaborativas, IoT- a Internet das coisas , realidade virtual, Cloud, BIM, Big Data – são palavras mais palatáveis dentro das organizações.


Você já pensou como isso tudo pode impactar nos seus negócios e na sua vida? Já tentou entender que para cada pegada digital deixada por seu público-cliente, existe um significado ou pista de algo para você?


Mais que nunca, se reinventar e se autodestruir, para se reconstruir, é chave de sobrevivência num mundo hostil e de clima adverso.


Você já inovou hoje?


Por Alexandre Pandolfo. Disponível em Blog da Liga.

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