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Novas lideranças à frente das organizações e da sociedade

Atualizado: 7 de dez. de 2021


Quando eu cursava a Universidade, lá atrás na década de 1980, como bom idealista, eu queria fazer a revolução e transformar o mundo. O tempo passou, a revolução não veio e em seu lugar a corrupção tomou conta do País. E achei que minha geração tinha fracassado. Até que me dei conta de que o mundo mudou sim: o poder trocou de mãos!


Vejam só: a Lava Jato colocou políticos e executivos na cadeia, presidentes foram depostos no Brasil e na Coréia do Sul, jovens com uma boa ideia, através do apoio de milhares de pessoas – crowdfunding -, criam negócios bilionários; empresas fecham as portas após denúncias de discriminação nas redes sociais; comunidades de pessoas com problemas comuns de saúde se conectam no mundo todo e aceleram a busca de soluções; o Projeto Genoma Humano, visto como impossível, concluiu sua tarefa antes do prazo e transformou a Ciência. Apenas alguns poucos exemplos de que hoje as pessoas têm o poder em suas mãos, ao toque da tela do celular.


A finalidade e a forma da utilização deste poder é o que decidirá o rumo para onde levaremos o mundo. As organizações são um reflexo da sociedade e ninguém mais aceita gestores tiranos e práticas discriminatórias. A pesquisa de ambiente de trabalho que o Great Place to Work conduz em 50 países já atinge 20 milhões de pessoas, dizendo o que elas querem e o que não aceitam. Por isso, o maior desafio que temos é a preparação de uma nova liderança, voltada a construir uma sociedade melhor, colocando as pessoas no centro da organização.


Um detalhe muito importante: líder não é o chefe mas sim qualquer pessoa que exerce influência positiva ao seu redor, independente de sua posição hierárquica na empresa ou papel na sociedade. E vejam que curioso: esta nova liderança tem algumas características comuns: influenciam pelo exemplo, por meio de ações simples e efetivas, partindo do diálogo, desenvolvendo o ouvido. Esta semana tive a oportunidade de visitar o presidente da Ford Credit, José Muniz Netto e entender melhor porque a empresa é uma das Melhores para Trabalhar no Brasil há vários anos.

  • Primeiro: líderes, como Netto, inspiram suas equipes com postura otimista, mesmo diante de cenários econômicos difíceis. A dificuldade externa está colocada para todos mas as excelentes empresas reúnem suas equipes em torno de propósitos inspiradores e baseados em valores.

  • Segundo: proximidade com as pessoas. De nada adianta uma política de portas abertas se ninguém entra. O melhor é ir até as pessoas, estimular o relacionamento, ouvir, dialogar.

  • Terceiro: parece que todos os excelentes gestores de pessoas são muito criativos no que se refere a criar práticas para estimular e integrar suas equipes. Na Ford Credit por exemplo, eles promovem o Cafezão, que é um momento que acontece todas as sextas, quando as áreas se reúnem para iniciar o dia de trabalho e finalizar a semana. É um momento de interação entre as equipes de uma maneira leve, cada um leva um item e desta forma a empresa estimula a colaboração para que o Cafezão aconteça. Além disso, a empresa tem outros programas voltados para saúde e bem-estar de seus colaboradores dentro e fora da empresa, tais como ações de saúde para combate ao colesterol, diabetes, hipertensão arterial ou até eventos, palestras, caminhadas e corridas que fortalecem a autoestima de seus colaboradores.

Pessoal: o mundo está sim se transformando muito rapidamente. A boa notícia é que pode ser para muito melhor. O poder está, sim, em nossas mãos, mas precisamos trabalhar bastante. Mãos à obra!


 

Por Ruy Shiozawa e Daniela Diniz. Disponível em Blog da Liga.

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